A Activision confirmou que Call of Duty: Warzone Mobile terá seus servidores desligados permanentemente em 17 de abril de 2026, encerrando de vez o battle royale no Android e no iOS. A publisher aponta que o jogo não atingiu as expectativas com o público “mobile-first”, especialmente em métricas de engajamento e retenção.
Na prática, o título já vinha “em modo de manutenção” desde maio de 2025, quando foi removido da App Store e do Google Play e parou de receber novas temporadas, eventos e atualizações — permanecendo acessível apenas para quem já tinha o aplicativo instalado.
Lançado globalmente em 21 de março de 2024, Warzone Mobile nasceu com uma proposta ambiciosa: levar para o celular uma experiência o mais próxima possível do Warzone de PC e consoles, com progressão compartilhada em ecossistema Call of Duty.
Só que a escolha técnica cobrou seu preço. O jogo foi construído para perseguir fidelidade visual e “sensação de console”, mas acabou acumulando críticas por otimização irregular em Android, aquecimento e consumo elevado de bateria — problemas que pesam justamente no segmento mais numeroso, de smartphones intermediários.
O que acontece agora com contas, compras e moedas virtuais
A Activision também publicou um alerta importante para quem ainda joga no celular:
- Pontos COD (COD Points): saldos remanescentes devem ser gastos dentro do jogo antes de 17/04/2026; depois disso, o saldo não ficará mais acessível.
- Sem reembolso: a empresa afirma que não haverá reembolso para conteúdo comprado ou para COD Points não utilizados.
- Contas convidado: perfis de convidado deixam de funcionar quando os servidores caírem; contas vinculadas à Activision continuam existindo fora do Warzone Mobile, mas não poderão mais ser usadas dentro dele.
Para quem quer continuar no universo Call of Duty no celular, a recomendação é migrar para Call of Duty: Mobile, que segue com suporte ativo, temporadas e atualizações — incluindo conteúdos recentes para DMZ: Recon, além de Multiplayer e Battle Royale.
O encerramento do Warzone Mobile vira um recado direto para o mercado: “paridade total” entre console e smartphone ainda é um desafio caro — e, muitas vezes, incompatível com a prioridade do público mobile, que tende a valorizar fluidez, estabilidade e acessibilidade acima de gráficos no limite.




