São Paulo – SP 18/5/2021 – O reconhecimento desse avanço tecnológico é emblemático, à medida que evidencia a necessidade de novos investimentos nas organizações contábeis

A robotização fiscal já é uma realidade no mercado, e tem marcado uma nova fase, com novas ferramentas e com a necessidade de novos investimentos para que as organizações contábeis se mantenham relevantes.

Se no passado a robotização fiscal representava uma forte tendência, hoje ela se consolidou e é uma realidade para as organizações contábeis. Esse é um movimento observado internacionalmente, e que chegou no Brasil para ficar.

Um estudo realizado por Jeremy Bertomeu, da Washington University, nos Estados Unidos, e apresentado na Review of Accounting Studies, publicação técnica da editora SpringerNature, mostra que o aprendizado de máquina alcançou posição de destaque no desenvolvimento das práticas contábeis, à medida que contribui para aprimorar a capacidade de previsão de cenários futuros.

“Com o declínio da importância do controle dos meios físicos de produção, o valor das empresas é cada vez mais impulsionado por ativos intangíveis – uma economia do conhecimento na qual know-how, clientes, marcas e redes explicam o valor do investidor”, afirma Bertomeu em seu estudo. O objetivo é estabelecer a relação entre machine learning e estatística: “O aprendizado de máquina trata de previsão, enquanto a estatística trata de interpretação. A previsão precisa é um subcampo ativo da estatística”, explica o pesquisador.

Olhar para o futuro e prever orçamentos, resultados e retorno de investimentos, sempre foi um dos grandes desafios da ciência contábil. De acordo com o pesquisador, a robotização tem assumido posição de destaque, à medida que o machine learning possibilita a previsão de diferentes cenários com assertividade.

“O reconhecimento desse avanço tecnológico é emblemático, à medida que evidencia a necessidade de novos investimentos nas organizações contábeis, de forma a continuarem sendo relevantes para seus clientes”. É o que afirma Luiz Henrique Cabral, diretor da Haize, accounting house sediada em São Paulo e especializada no atendimento a empresas de grande porte e em processos de recuperação fiscal. “Automação não é um custo, mas sim uma moeda que você utiliza para comprar tempo”, indica Cabral. “Com robotização e machine learning atuando para garantir a qualidade das tarefas repetitivas, nossa equipe passa a ter maior capacidade de análise. Quem ganha com isso é o cliente”.

A tecnologia, portanto, otimiza o tempo e proporciona foco nas principais necessidades do negócio. Nesse sentido, observar a movimentação do mercado pode ser crucial para acompanhar os avanços tecnológicos contábeis.

A tecnologia é um caminho irreversível

“A velocidade atual que o mercado exige do processo decisório das empresas impõe urgência ao empresariado. Para que esses empreendedores tomem suas decisões com rapidez e segurança, as organizações contábeis precisam também de uma maior celeridade em seus processos e entregas”, diz Cabral. Na Haize, segundo o executivo, a adoção estratégica de ferramentas tecnológicas de robotização e de machine learning, desde o início das operações em 2019, se mostrou crucial para a prestação de serviços a seus clientes. “É assim que se torna possível que o reporte contábil seja produzido tempestivamente, e que sejam aplicadas com sucesso ferramentas de Business Intelligence, que permitem, por sua vez, que o empresariado tenha, com tempestividade, acesso a uma visão holística do seu negócio”, afirma o especialista.

Os cuidados que devem ser adotados em relação à robotização contábil

Cabral alerta ainda para o correto planejamento para que esses investimentos tragam os resultados desejados: ”De nada adianta investir na robotização contábil, e esperar que os ganhos apareçam sozinhos. Quando esse processo de modernização é feito sem inteligência fiscal aplicada, o que seria um diferencial pode se tornar um risco para o negócio, pois pode acabar perpetuando práticas equivocadas. Sem a inteligência de negócios necessária, a robotização pode significar uma oportunidade perdida”.

 

Mas como o empresário pode se beneficiar dessas novas tecnologias? A chave, segundo Cabral, está na parceria com uma organização contábil que já possua cases de sucesso em implantação de ferramentas tecnológicas nas suas operações. “Mapear os processos que podem ser automatizados e as metas que precisam ser alcançadas a partir dessa implementação é uma etapa fundamental, que obviamente trará melhores resultados conforme a experiência prévia do profissional de contabilidade. Nem mesmo a melhor tecnologia do mundo será capaz de operar sem profissionais altamente capacitados. São eles que indicam sempre a melhor forma de se aplicar esses recursos tecnológicos.”

Website: https://www.haizetax.com.br/

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