Manaus/AM 30/4/2021 – Quanto maior o percentual da população conectada, maiores as possibilidades do desenvolvimento de uma consciência política […]

Em sua primeira obra, o autor Acram Isper Jr. aborda o tema Democracia Digital de forma a explanar os limites da ciberpolítica e os ensejos envolvidos na participação pública digital direta.

A partir da revolução microeletrônica, na segunda metade do século XX, e da rápida expansão das redes telemáticas, é possível verificar profundas transformações na vida social, econômica, comunicacional e política dos homens. Atualmente, três em cada quatro brasileiros acessam a internet, segundo dados de 2019 do Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação (Cetic.br).

Diante dos dados, é notório que a internet vem abrindo um leque de oportunidades à participação pública. Essa participação, entretanto, vem deixando de ser meramente pessoal, dando abertura à criação de grupos com objetivos em comum que, juntos, expressam suas opiniões abrindo amplos debates e transformando a rede mundial de computadores em uma verdadeira “ágora virtual”; o mundo cibernético virou palco de grandes protestos.

O livro “Democracia Digital – Definições de uma nova ciberpolítica” apresenta e reflete sobre ideias de teóricos e entendimentos de internautas sobre a interface entre política, democracia e tecnologias da comunicação e informação, seus problemas, potencialidades e perspectivas a partir da compreensão de que as novas tecnologias da comunicação causam uma disrupção na sociedade, revolucionando a compreensão sobre a participação democrática.

Partindo da história da internet e das novas tecnologias, procura-se colocar o ciberespaço e a ciberdemocracia como pano de fundo para o exame da possibilidade da utilização do voto por meio da internet, assim como mostrar que o uso crescente de dispositivos móveis e de aplicativos de compartilhamento de informações está possibilitando que as pessoas ganhem mais voz e, com isso, possam expressar seus descontentamentos e aprovações tanto na dimensão social quanto política. “Quanto maior o percentual da população conectada, maiores as possibilidades do desenvolvimento de uma consciência política e, com isso, cresce a formação de sociedades mais transparentes e participativas”, assevera o autor.

O ambiente virtual, hoje, já facilita essa interação política, transformando a rede em uma verdadeira ágora virtual, permitindo debates, manifestações e amplas exposições de propostas. Tem-se como exemplo a Lei da Ficha Limpa, aprovada em 2010, fruto de iniciativa popular que foi amplamente acolhida pelas redes sociais, desde o recolhimento de assinaturas, até movimentos que pressionavam o poder público durante a lenta tramitação.

A internet por si só já é uma ferramenta de democracia, pois pauta necessidades e manifestações de distintos grupos, que estes, estando bem informados, desenvolvem uma melhor capacidade de ação sobre o mundo e mais confiança no processo democrático.

Para mais informações, o livro “Democracia Digital – definições de uma ciberpolítica” aborda criteriosamente o tema, bem como outras linhas de pensamento sobre a ciberdemocracia e seus desdobramentos na atualidade.

Website: https://isper.com.br/livro/

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