São Paulo, SP 5/5/2021 – Cada país possui suas estruturas, sejam portuárias, aeroportuárias, rodovias e ferrovias, e tudo vai da necessidade do cliente

Com o crescimento mundial do setor industrial e varejista, foi necessário repensar os modais de transporte de carga para reduzir custos e distribuir produtos de modo mais ágil, eficiente e seguro

Modais de transporte são os modos de se realizar a locomoção de uma carga de uma localidade para outra, atualmente, existem cinco tipos que ganham destaques: modal rodoviário, ferroviário, hidroviário, dutoviário e aeroviário, de acordo com a Confederação Nacional dos Transportes – CNT. Segundo o órgão, cerca de 61,1% das empresas no Brasil optam pelo modal rodoviário, mas geralmente a escolha é determinada pela carga que será deslocada.

Uma carga pode ser transportada por vários meios de transportes, dependendo da origem do carregamento e do destino final, ou pode ser transportada até por mais de um modal diferente, informa Marcelo Szpoganicz da Silva, graduado em comércio exterior pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). “Os setores modais são muito interessantes, pois hoje em dia temos algumas opções distintas na hora de exportar ou importar uma determinada carga”, afirma Marcelo.

O profissional em comércio exterior avisa que uma diferença entre os modais é a questão do tempo de transporte, que quando se trata de uma carga perecível, farmacêutica, animais vivos, entre outros, o transporte aéreo é muito considerado e recomendado. “O tempo conta bastante para alguns clientes, vamos dar um exemplo de uma carga que se encontraria na China para ser exportada para o Brasil de navio, dentro de um contêiner. A mesma levaria em média de 30 a 40 dias para chegar, logo, o transporte fosse de avião o tempo passaria a ser de 2 a 5 dias”, explica Szpoganicz

Uma outra diferença muito considerável nesse setor, diz o especialista, é em relação ao preço cobrado por cada meio modal. Ele lembra que o transporte aéreo tem um valor mais elevado comparado ao navio, e que o custo vai variar de acordo com a urgência do cliente. “No navio sua carga pode ser colocada em um contêiner consolidado, isso significa um contêiner compartilhado com outros importadores ou exportadores, fazendo com que o preço reduza. O mesmo pode ser realizado no modo aéreo, porém, seu valor continuará mais elevado comparado ao navio”, alega Marcelo, com curso de Setores Modais, Licenças e Documentos para Exportação e Importação.

Conforme Szpoganicz, para fazer o transporte em trens e caminhões vai dependem da origem e do destino o qual a carga prosseguirá, também os valores cobrados, e mesmo assim o transporte de avião ainda sai mais caro. “Mas um exemplo que podemos dar, seguindo a mesma ideia de uma carga vinda da China para o Brasil, por vezes, vale mais a pena ela parar em São Paulo e seguir para o sul do país de caminhão do que ir direto de avião, com isso obtermos melhores valores”, relata o profissional de comércio exterior.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o transporte rodoviário é o mais usado no país por possuir uma malha rodoviária com infraestrutura com melhor distribuição em comparação aos outros modais de transporte. Entretanto, apesar disso, as estradas do Brasil não estão em bom estado, o que prejudica bastante as viagens, segundo dados do Boletim da CNT, em que 86,48% das estradas ainda não são pavimentadas.

“Cada país possui suas estruturas, sejam portuárias, aeroportuárias, rodovias e ferrovias, e tudo vai da necessidade do cliente e das condições que os países (exportadores e importadores) irão se apresentar. Nós, profissionais da área de comércio exterior, devemos estudar a melhor logística para que essa compra e venda seja realizada da melhor forma possível, agradando tanto o vendedor quanto o comprado”, conclui Marcelo Szpoganicz da Silva, com experiência desenvolvida nas áreas de negócios, comercial e marketing, nacional e internacional, na contratação de fretes no Brasil e no exterior relacionado aos modais aéreo, rodoviário e marítimo.

 

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