quinta-feira, janeiro 15, 2026
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Greve parcial dos Correios atinge nove estados e pressiona negociações salariais

Os Correios enfrentam uma greve parcial de trabalhadores em diferentes regiões do país. A paralisação ocorre como forma de protesto contra medidas adotadas pela estatal e pela ausência de um acordo coletivo com a categoria, além da reivindicação por reajuste salarial.

Serviço de entrega Correios

De acordo com sindicatos locais, o movimento grevista já atinge nove estados brasileiros: Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. A adesão, no entanto, varia conforme a região e não representa uma paralisação total das atividades.

Mesmo com a greve em andamento, os Correios afirmam que os serviços seguem funcionando normalmente e que não há impacto significativo para o consumidor final. Em nota, a estatal destacou que todas as agências permanecem abertas e que foram adotadas medidas para reduzir eventuais efeitos da paralisação.

“Para mitigar eventuais impactos operacionais, a empresa adotou medidas contingenciais que garantem a continuidade dos serviços essenciais à população”, informou a estatal.

Do outro lado, o sindicato nacional dos trabalhadores afirma que a maior parte da força de trabalho segue em atividade. Segundo dados divulgados pela entidade, 91% dos funcionários continuam trabalhando normalmente, já que 24 dos 36 sindicatos da categoria optaram por não aderir à paralisação neste primeiro momento.

Ainda assim, o cenário pode mudar nos próximos dias. Emerson Marinho, secretário-geral da Fentect, afirmou em entrevista à Folha que novos sindicatos podem aderir ao movimento a partir do dia 23 de dezembro.

“Esse movimento tem estressado os trabalhadores. Embora o indicativo inicial fosse de paralisação no dia 23, algumas entidades decidiram iniciar a greve antes como forma de sinalizar ao governo o descontentamento da categoria”, afirmou Marinho.

A greve ocorre em um momento delicado para os Correios. A estatal enfrenta uma grave crise financeira, intensificada após a implementação do programa Remessa Conforme. Como parte do plano de recuperação, a empresa estuda medidas como reestruturação interna, venda de imóveis, redução do quadro de funcionários e a contratação de um empréstimo estimado em R$ 12 bilhões para equilibrar as contas.

Atualmente, as negociações entre a empresa e os representantes dos trabalhadores estão sendo conduzidas com a mediação do Tribunal Superior do Trabalho. Ainda não há previsão de um acordo definitivo, o que mantém o clima de incerteza tanto para funcionários quanto para usuários dos serviços postais.

Enquanto isso, a estatal tenta assegurar a normalidade das operações, especialmente em um período de alta demanda logística, marcado por entregas de fim de ano e comércio eletrônico aquecido.

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