sexta-feira, janeiro 30, 2026

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Highguard estreia com quase 100 mil jogadores no Steam, mas afunda em avaliações negativas

O lançamento de Highguard chamou atenção imediatamente no Steam — e não apenas pelos números expressivos. O shooter free-to-play 3v3 da Wildlight Entertainment, estúdio formado por ex-desenvolvedores de Apex Legends e Titanfall, chegou à plataforma com pico de 97 mil jogadores simultâneos, mas rapidamente enfrentou uma recepção crítica dura por parte da comunidade.

Apesar do interesse inicial elevado, o jogo acumula atualmente mais de 2.500 avaliações no Steam, com classificação “Extremamente Negativa”. A reviravolta surpreende, especialmente considerando o burburinho criado após sua revelação surpresa durante o The Game Awards 2025.

Problemas de desempenho dominam as críticas

A principal reclamação dos jogadores envolve graves falhas de otimização. Relatos indicam quedas severas de desempenho mesmo em PCs de alto nível, com instabilidade de FPS e travamentos que comprometem diretamente a experiência competitiva.

Em um shooter multiplayer focado em ação tática e tomada rápida de decisão, performance consistente não é opcional — é essencial. Para muitos jogadores, os problemas técnicos acabaram ofuscando as ideias interessantes apresentadas pelo jogo.

O formato 3v3 divide a comunidade

Outro ponto que gerou controvérsia foi a escolha do formato 3v3, considerado limitado por parte da base de jogadores. Muitos afirmam que os mapas são grandes demais para apenas seis participantes, resultando em longos períodos de deslocamento e poucos confrontos diretos.

Segundo a Wildlight, o design foi pensado para combates mais íntimos e estratégicos, fugindo dos padrões 4v4 ou 5v5. No entanto, na prática, essa proposta não convenceu boa parte do público no lançamento.

Como funciona o gameplay de Highguard

Highguard se define como um “raid shooter”, misturando elementos de shooters táticos, MOBAs e mecânicas de cerco. O loop principal inclui:

  • Construção de defesas na base da equipe
  • Coleta de recursos e loot pelo mapa
  • Disputa pelo Quebra-Escudo, artefato que permite invadir bases inimigas
  • Ataques coordenados com mecânicas de cerco
  • Destruição de geradores e pedras âncora para eliminar a base rival

As partidas variam entre 8 e 30 minutos e contam com montarias como cavalos, ursos e grifos para facilitar a mobilidade — recurso que ameniza, mas não resolve totalmente, os problemas de ritmo apontados pelos jogadores.

Oito Guardiões e inspiração clara em Apex Legends

O jogo foi lançado com oito Guardiões jogáveis, cada um com habilidades próprias, incluindo personagens ofensivos, defensivos e focados em controle de área. Cada Guardião possui habilidade passiva, tática e suprema, além de loadouts personalizáveis.

O gunplay lembra claramente Apex Legends, combinando armas balísticas tradicionais com ferramentas de invasão, como martelos de arrombamento, tirolesas e lançadores explosivos.

Um ano de conteúdo prometido, mas sob pressão

Mesmo diante da recepção negativa, a Wildlight Entertainment afirma que um ano inteiro de conteúdo já está planejado, com atualizações episódicas. O primeiro episódio deve chegar em cerca de duas semanas, trazendo:

  • Novas armas
  • Novos Guardiões
  • Mapas adicionais
  • Eventos e conteúdo sazonal

A grande questão agora é o tempo. No cenário atual dos jogos free-to-play, a janela para reverter avaliações negativas é curta. A experiência da equipe, vinda da Respawn Entertainment, indica capacidade técnica para ajustes rápidos — mas a resposta precisa ser imediata.

Um lançamento ambicioso, mas problemático

Highguard tentou fugir do óbvio ao não apostar em battle royale ou extraction shooter tradicionais. A ideia de focar em invasões de base e defesa coordenada é interessante, mas os problemas de execução no lançamento deixaram essa proposta em segundo plano.

O sucesso futuro do jogo dependerá diretamente da capacidade do estúdio de corrigir falhas técnicas, ajustar o ritmo das partidas e reconquistar a confiança da comunidade.