Pragmata mal foi lançado e já começou a chamar atenção por um motivo inesperado: a relação entre Hugh e Diana está mexendo com os jogadores muito além da ficção científica e da ação. O novo jogo da Capcom vem sendo tratado por parte do público como uma espécie de “simulador de pai”, e alguns relatos nas redes sociais mostram que o vínculo entre os personagens chegou ao ponto de despertar até vontade de ter filhos.

No jogo, o jogador controla Hugh, um engenheiro enviado à base lunar após a perda de contato com a Terra. Mas quem domina a experiência é Diana, uma androide com aparência e comportamento de uma menina. A conexão entre os dois virou o centro emocional de Pragmata e passou a gerar reações bem diferentes das que normalmente cercam um jogo de tiro.
Nas redes sociais, vários jogadores disseram que o game despertou um forte sentimento de proteção em relação a Diana. Outros foram além e afirmaram que Pragmata reforçou o desejo de formar família. Houve até quem dissesse que o jogo reacendeu a vontade de ter entre quatro e seis filhos no futuro. Nem mesmo quem já é pai ficou fora da onda: alguns usuários brincaram que as cenas com Diana fizeram pensar na possibilidade de ter mais um filho.
A sequência de comentários acabou puxando uma teoria em tom de piada: a de que Pragmata faria parte de um “plano” para aumentar as taxas de natalidade, especialmente no Japão, onde o tema é uma preocupação real. A maior parte das publicações tratou isso como meme, mas o assunto ganhou força suficiente para virar debate entre jogadores.
O ponto central é que Pragmata acertou em algo que poucos jogos conseguem: fazer a relação entre personagens pesar tanto quanto a própria jogabilidade. E isso não é novidade absoluta. The Last of Us já tinha provocado reações parecidas no passado com o vínculo entre Joel e Ellie. Agora, Hugh e Diana parecem ocupar esse mesmo espaço emocional para uma nova geração de jogadores.
Se existe mesmo um “simulador de pai” como subgênero dentro dos games, Pragmata entrou com força nessa conversa. E, pelo que o público está mostrando, há muita gente pronta para abraçar essa ideia.
Fonte: Dexerto

