A OpenAI anunciou o GPT-6 Cyber, modelo de inteligência artificial voltado à investigação de falhas e a testes de segurança autorizados. A novidade chega inicialmente a um grupo selecionado de clientes aprovados no Daybreak Red, com uso pela API e pelo Codex.
O lançamento combina maior capacidade de encontrar problemas com controles para limitar a atuação da IA. Para empresas que desenvolvem software, a proposta é ajudar a reproduzir vulnerabilidades e verificar se uma correção realmente resolveu o problema.
O que o GPT-6 Cyber consegue fazer?
Segundo a OpenAI, o modelo ajudou a identificar 81 vulnerabilidades inéditas de alta gravidade no Firefox. A empresa também relata a criação de exploits funcionais para 948 vulnerabilidades do kernel Linux. Exploits são formas de demonstrar como uma falha pode ser explorada; esses resultados não significam 948 descobertas inéditas.
No teste ExploitGym, o GPT-6 Cyber marcou 48,5%, contra 32,1% do GPT-5.6 Cyber. Os números foram divulgados pela própria companhia e descrevem o desempenho naquele ambiente de avaliação, sem garantir o mesmo resultado em qualquer sistema.
Quem pode acessar a nova IA?
A documentação oficial informa que organizações precisam de acesso e aprovação para o Daybreak Red. Portanto, conhecer o identificador do modelo ou ter uma conta na plataforma não basta para utilizá-lo.
Na API, o GPT-6 Cyber possui janela de contexto de 1,05 milhão de tokens e limite de saída de 128 mil tokens. Tokens são as unidades usadas pelo sistema para processar o conteúdo recebido e gerado.
O modelo aceita texto e imagens como entrada e produz texto como saída. Áudio e vídeo não são modalidades suportadas. Entre os recursos listados estão chamadas de funções e respostas estruturadas, úteis para integrar a IA a fluxos de trabalho.
Quanto custa o GPT-6 Cyber?
Os preços padrão para contexto curto são de US$ 20 por milhão de tokens de entrada e US$ 100 por milhão de tokens de saída. A entrada em cache custa US$ 2 por milhão. São valores de uso da API, não uma mensalidade de assinatura.
Por que o acesso é restrito?
A OpenAI classifica o GPT-6 Cyber no nível Critical de capacidade em cibersegurança dentro de seu sistema de avaliação de preparação. A classificação acompanha salvaguardas adicionais, conforme as regras oficiais de segurança da API.
A autorização do Daybreak Red é separada da aprovação no Daybreak Blue. A documentação também esclarece que a aprovação de acesso não define automaticamente os alvos nem os limites dos testes: esses controles continuam sendo responsabilidade do fluxo de trabalho adotado.
Para projetos aprovados, a configuração inclui uma lista de endereços IP permitidos. Sistemas de monitoramento podem restringir temporariamente o acesso quando identificam atividade suspeita, inclusive enquanto um caso é revisado.
Para quem acompanha notícias de IA, a principal distinção é o público-alvo: trata-se de uma ferramenta especializada para equipes e pesquisadores aprovados. Seu lançamento não representa a liberação irrestrita dessas capacidades para todos os usuários do ChatGPT.
Leia também: OpenAI GPT-6.1 Terra: desempenho e novidades do modelo.
Fontes: anúncio da OpenAI, documentação do modelo e regras de acesso à API. Imagem destacada: divulgação/OpenAI.
